sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cuba vai melhorar? Leia a crônica do assuense Sérgio Simonetti Gomes.


Fui a Havana, Guama e Santiago de Cuba.
Pontos positivos da Ilha:
1. Um povo alegre, simpático, bem humorado e acolhedor.
2. Um patrimônio histórico fabuloso, um conjunto arquitetônico impressionante, sem paralelo no Brasil.
3. A geografia, praias, serras, clima, formam um conjunto bonito de se ver.
4. A música. Ah, a música. Fiquei admirado com a qualidade dos músicos, cantores, instrumentistas, pelo alto nível de preparo, técnica, estudo, apuro, profissionalismo, performance. Em qualquer bar, por menor que fosse, havia música da melhor qualidade. Nota 10!
Pontos negativos: a pobreza. Caralho! Eles são fudidos. O país todo é uma favela só. Pedem esmola o tempo todo, roupa, calçado, relógio, dinheiro, qualquer coisa. Você não dá dois passos sem que lhe ofereçam tabaco. Nos dois sentidos, a depender se é um homem ou uma mulher.
Eles alugam o carro, a casa, qualquer coisa. Tentam sobreviver a qualquer custo. Vivem de bico. A economia informal impera. Os salários estão entre 50 e 150 reais. Como só existe um patrão, o jeito é neguinho se virar.
No primeiro dia, entrei em um supermercado que havia vizinho ao nosso hotel. Saí sem comprar nada e com vontade de chorar. Então isso é aquilo?!?
A bodega de seu Eusébio ou a de seu Chico Batista eram muito mais sortidas.
Música que a Dupla Kleyton e Kledir fez sobre Cuba:
TAO BONITO
(Kleiton e Kledir)
Peguei lá guagua e fui Cantar em Varadero.
Pra ser feliz não se precisa de dinheiro.
(Lá é tão bonito, mulher!
Tão bonito!) ... (bis)
Caí na Salsa requebrando maravilha.
O Paraíso deve ser como essa Ilha.
(Refrão)
No Tropicana namorei com a corista.
Aí que loucura esse veneno comunista.
(Refrão)
Voltei pra casa e fiquei meio esquisito.
Agora eu vivo enchendo a cara de Mojito.
(Refrão)
"Pra ser feliz não se precisa de dinheiro"
Não é pra ser feliz, K&K! Dinheiro é pra comprar comida, casa, carro, piscina, lazer, hobby...
Se o cubano nem quiser ser feliz, mas quiser viajar... Ele vai precisar de dinheiro!
Mas K&K acham que ele não precisa de dinheiro, porque ele não precisa viajar, ele só precisa ser feliz... E pra ser feliz... Realmente não precisa de dinheiro!
Traduzindo: "Não queira viajar, cubano! Apenas deseje ser feliz... e mais nada! Pronto! O seu problema de [falta de] dinheiro está automaticamente resolvido!"
Dolores, cubana, 37 anos: "Eu sou enroladora de charutos. Nas horas vagas, sou prostituta."
K&K: "Lá é tão bonito, Dolores."
Dolores, a cubana: "Eu tenho dois filhos pra criar, uma de 12 e um de 5."
K&K: "No Tropicana, namorei com (sic) a corista."
Dolores: "Eu ganho 50 reais por mês na fábrica. Eu vendo meu sexo por 50 reais por hora."
K&K: "Dolores, pra ser feliz não se precisa de dinheiro, Dolores..."
Pro sujeito achar que "o paraíso deve ser como essa ilha", uma favela fudida, sem liberdade, realmente deve "viver enchendo a cara de mojito."
É... Só pode ser...
Em uma coisa eu sou obrigado a concorđar com esses dois Ks: "Ai que loucura esse veneno comunista"!!!
Diante de tudo o que eu vi e vivi em Cuba nesses 10 dias, a conclusão é inescapável: Fidel é um psicopata!
E Kleiton e Kledir são histéricos.
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16 comentários
Comentários
Marcos Barbosa Muito bom Sérgio Simonetti. Você escreve muito bem e ainda tem aquele tempero àcido que eu gosto. Continue viajando. Você vai já descobrir que já devia ter se aposentado há muito mais tempo.
Regina Alencar 👏👏👏👏👏👏
Antonio Carlos Coelho Faltou a quinta coisa boa: Havana Club, straight, mojito ou daiquiri...
Sérgio Simonetti Putz! É mesmo, ó... Esqueci o ótimo rum!
José F Freitas Gostaria de ouvir a opinião de nossas amigas socialistas sobre seu relato. Abraços, Sérgio
Marta Lira Quezado Se você precisar de uma companheira para viajar agora esse. E o. meu trabalho kkkkk kkkkkk
Lucas Mafaldo Que interessante, Sérgio Simonetti! (E triste ao mesmo tempo!)
Lucas Mafaldo Posso compartilhar ou acha que é mais pessoal? (Pergunto porque há sempre o risco de atrair arruaceiros! haha).
João Maria Cortez Gomes Incrível o contraste da ilha por você descrito; impressionante! Parabéns.

quarta-feira, 23 de março de 2016

"Isso é bobagem', diz ex-ministro de Jango sobre acusações de 'golpismo' contra Lava Jato

  • 12 março 2016
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BBC Brasil






Image copyright Ingrid Fagundez
Image caption Ex-ministro vê falta de lideranças no país

Na reta final de seu governo, quando agitações políticas formavam terreno próspero para o golpe militar, o então presidente João Goulart chamou seu ex-ministro do Trabalho Almino Affonso para uma conversa.














Dali a poucos meses, o então deputado foi um dos responsáveis por alertar o presidente sobre os generais que saíam de Minas Gerais. Jango foi derrubado e teve início a ditadura militar no Brasil.
Hoje com 86 anos, o advogado amazonense familiarizado com as ameaças à democracia se diz angustiado com o momento político do país. Apesar de considerar "uma bobagem" a hipótese de que um golpe contra o governo esteja se desenrolando hoje, ele diz temer pelo futuro das instituições.
"Alguns entreveriam algo contra o que está (no poder), contra o Lula, o meu medo é muito mais amplo", afirma.
"Temo que, com a crise política e econômica e a falta de lideranças que assumam como deveriam o desafio, o país mergulhe num impasse institucional."
Para Almino, que conviveu com figuras como Tancredo Neves e foi conselheiro de Lula, não há líderes políticos. Nem nos Estados ("não encontro um"), nem no Congresso, nem no governo ("Dilma é incapaz"). Até a figura de Lula, que diz admirar, tem sua grandeza "diluída" frente às acusações de corrupção.
O ex-deputado fala de um vazio no poder. Mesmo favorável ao impeachment, "instituição prevista na Constituição", se preocupa com a sucessão de Dilma e diz que era mais fácil diagnosticar os problemas às vésperas da ditadura militar.
"O que me angustia é que você está em um país sem horizonte."
Leia abaixo trechos da entrevista.

Image copyright Ultima Hora
Image caption Para Affonso, isolamento é característica comum entre Dilma e Jango
BBC Brasil - Há um discurso recorrente, sobretudo entre apoiadores de Lula, que com as últimas etapas da Lava Jato está em curso um golpe na democracia. Você concorda?
Almino Affonso - Isso é bobagem. A explicação que o Moro deu (sobre a condução coercitiva de Lula) me parece de uma validez total. Ele precisava ter o depoimento. Cabe a ele analisar se as hipóteses têm fundamento ou não. Não vejo nisso (um golpe).
Para considerar um golpe eu seria obrigado a admitir que não há causas para esse quadro que está havendo. Se levanta a proposição do impeachment e não faltam temas que o justifiquem. O resto é a decisão dentro das instituições, no Senado.
(O impeachment) se formaliza por figuras que respeito muito, mas cadê a base política delas? O (Hélio) Bicudo não tem peso político. O PSDB assumiu a proposição? Não. Ficou lá rolando na mão do Cunha. Como se dá o golpe dessa forma? Tem que ter meio, começo, fim.
BBC Brasil - Você é a favor do impeachment?
Almino Affonso - Em princípio, sou favorável. É difícil a pergunta. Tenho a impressão que o problema maior do impeachment é quem fica em seguida. Mas, se disser que sou contra, parece que concordo com isto (o governo). E o impeachment é um instituição prevista na Constituição, não significa nenhuma ruptura da ordem democrática.
BBC Brasil - A crise política ameaça o sistema democrático de alguma forma?
Almino Affonso - O que me angustia é que você está em um país sem horizonte. Suponha que venha a vencer o impeachment, assumiria o PDMB. Neste quadro dramático que estamos vivendo, imaginar o PDMB governando... não consigo ver.
O PSDB hoje é uma fratura de ponta a ponta. As grandes figuras não se falam. Você tem Aécio e Serra, adversários fidagais. O presidente Fernando Henrique, que é a liderança nacional, não gosta de intervir. Como PSDB fará no poder?
BBC Brasil - Há uma ausência de líderes políticos?
Almino Affonso - É visível. Faça um exercício comigo. Precisamos lançar um candidato a presidente da República, que assuma esse país que está precisando de uma figura que respeite, em que se acredite. Corra os nomes dos governadores, me arranje um para ser nosso candidato. Não encontro! Quando volto ao passado, podia haver a divergência que houvesse, não faltavam quadros.
BBC Brasil - Quais são os riscos?
Almino Affonso - Não se sabe para onde vai. Havia um cidadão na velha Grécia, chamado Aristóteles, que dizia "não há lugar vazio, o vazio é ocupado". Sou rigorosamente contrário a qualquer movimento golpista, parta de onde partir. Peço a Deus que não ocorra, mas temo… porque estamos entrando num período que me angustia.
BBC Brasil - Mas você vê um movimento golpista?
Almino Affonso - Não vejo, temo. É a frase do Aristóteles. Está se dando um vazio. A presidente não é presidente, a Câmara não é Câmara. Quase todos os Estados estão em pré-falência...
BBC Brasil - Você refutou a possibilidade de um golpe em curso hoje.
Almino Affonso: Alguns entreveriam algo contra o que está (no poder), contra o Lula, o meu medo é muito mais amplo. Meu medo é pelas instituições... excetuando o setor jurídico, que é uma coisa excepcional a meu modo de ver, o que há em torno do Moro.
É uma coisa nova nesse país. O Supremo tem tido uma posição democrática excepcional.
BBC Brasil - Fora as jurídicas, você teme pelas outras instituições?
Almino Affonso - Sim. Mas de onde vem, como vem, não sei.

Image copyright .
Image caption 'Espero do fundo da alma que não se repita o que eu vi em 1964'
BBC Brasil - Era mais fácil em 1964 diagnosticar os problemas do que é hoje?
Almino Affonso - A partir de um certo instante, diria que sim. Pela sucessão de fatos que foram nos cercando.
Por exemplo, um dos problemas de caráter social que ganhou presença no debate político foi a reforma agrária. Para haver, era necessário ter uma reforma da Constituição.
Apresentamos no governo uma emenda para que a forma de indenizar as pessoas que tivessem terras desapropriadas fosse um título da dívida pública. Foi derrotada com o apoio das principais lideranças do país.
Os que eram favoráveis à reforma agrária passam a dizer "na lei ou na marra". Ou seja, cria um clima de antagonismo em que o racional cede lugar ao "eu quero". Está começando a acontecer isso entre nós. A divergência não tem muita delicadeza. Eu vi tudo isso lá trás.
Temo que, com a crise política e econômica e a falta de lideranças, o país mergulhe num impasse institucional. Espero do fundo da alma que não se repita o que eu vi em 1964.
BBC Brasil - Nossa democracia ainda é muito frágil?
Almino Affonso - Muito. Não dá para você conceber um regime democrático sem partidos políticos. A forma de você articular as opiniões do povo é pelos partidos. E através disso a sociedade vai escolhendo seus representantes.
A articulação partidária é vital para o regime democrático. Isso supõe democracia interna no partido, militância, supõe que você possa opinar e ser ouvido. Os partidos não se reúnem. Se eu quiser um partido para discutir as minhas inquietações, não tenho onde ir. Internamente não está havendo democracia.
BBC Brasil - Você vê viabilidade no impeachment de Dilma?
Almino Affonso - Acho que agora cresceu. A história do Delcídio do Amaral, líder do governo no Senado, vem com acusações gravíssimas. "Ah, ele não merece confiança, isso é falso." Mas como merecia confiança durante anos, na liderança do governo no Senado? Se ele não está (falando a verdade) que esmaguem as declarações.
E outro, que me parece mais grave como possibilidade, é o TSE, pela visão de que a eleição da Dilma e do Michel é anulável. Gilmar Mendes deu declarações dizendo que é viável que o TSE casse a chapa. Ele será presidente do TSE, pode influir na decisão.
BBC Brasil - Assim como Jango, diz-se que Dilma está isolada. Você vê relação entre eles?
Almino Affonso - Sem dúvida Jango estava isolado. Na hora que ocorre o fato decisivo do golpe, ele não tem um exército com ele. Me recuso a fazer comparações imediatas, porque são dinâmicas diferentes, com algumas coisas semelhantes.
Em primeiro lugar, acho que Dilma está isolada. Está isolada, ela que me perdoe, porque é incapaz. Ela não é uma chefe de Estado. Tenho admiração pela história dela, lutando contra a ditadura, presa, torturada, é uma pessoa que lutou mais do que eu, que estava no exílio. Mas vejo nela uma tal falta de comando que é impressionante.
BBC Brasil - Como fica a figura do Lula nesse cenário conturbado?
Almino Affonso - Lula fica na história do país como uma figura de uma grandeza maior do que muitos possam pensar. A sua ascensão, vindo do sertão do Nordeste, na mais absoluta pobreza, e ter feito a carreira política que fez… É tão excepcional na história da democracia brasileira.
Pode-se discutir que a técnica não foi adequada, mas ninguém pode negar que houve uma ascensão social. Tudo isso é mérito. Mas o que hoje pesa nele ou no governo do PT a respeito da corrupção desfaz enormemente a grandeza do Lula. Do fundo d’alma, torceria para que ele pudesse demonstrar por A mais B o quanto são falsas as acusações contra ele.

Mas ele não vai de forma frontal contra as acusações que lhe fazem. Tem um discurso emocional, em causa própria, mas não dá resposta ao país. Portanto, aquela grandeza da qual comecei falando está sendo diluída.

terça-feira, 15 de março de 2016

O TRISTE FIM
Tomislav R. Femenick

ilustracao370.jpg

As revoluções são transformações radicais, que geralmente acontecem de forma violenta, alterando as estruturas políticas, econômicas e sociais de um país. Excepcionalmente, algumas ocorrem de forma pacífica. Essas, via de regra, no transcorrer de décadas; poucas, muito poucas, no espaço de só alguns anos.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República foi, de certa forma, uma revolução; pelo voto, mas foi. O povo votou no ex-operário na busca de um futuro melhor, em que houvesse menos desigualdade econômica e social, com os trabalhadores deixando o limbo dos excluídos e, finalmente, adentrando no campo dos beneficiados na partilha dos bens produzidos pela sociedade. O simples pensar de um representante do PT no Palácio do Planalto era, ao mesmo tempo, o temor das elites e o sonho das massas. O que não se apercebia, por miopia ideológica ou simplesmente por interesses partidários, era que a simples “vontade política” não é suficiente para explodir as velhas estruturas e eclodir, fazer surgir, um novo conjunto de elementos na ordem econômica e social.
Se não vejamos. Internamente temos problemas seculares. Os privilegiados têm uma verdadeira aversão ao povo. Os políticos (há exceções) preferem fazer conchavos a fazer jogo limpo – e disso são exemplos as frequentes adesões e rompimentos de partidos, parlamentares, governadores e prefeitos. Eles trocam de posição como os jogadores de futebol trocam de time: simplesmente por interesses pessoais. Já alguns empresários procuram reduzir ao máximo os salários e direitos dos trabalhadores, esquecendo-se que eles é que são os produtores diretos e que, portanto, têm tanto direito de serem remunerados quanto os donos do capital.
Por outro lado, além das estruturas administrativas, políticas, sociais e econômicas arcaicas, há outros problemas tão graves quando elas. O déficit público, a burocracia governamental, a morosidade do Congresso Nacional, a morosidade do Judiciário, a crise da Previdência, a ameaça constante de volta da inflação e, não menos importante, a globalização e a conjuntura internacional. Essas questões não podem ser resolvidas de forma revolucionária. Se fossem, a União Soviética e as “republica democráticas” do leste europeu não teriam sucumbido sem terem sofrido um só tiro de estilingue, Cuba e Coréia do Norte seriam paraísos terrestres e a China e o Vietnã não teriam dado a guindada capitalista; pois nesses países os Partidos Comunistas, revolucionários por natureza e índole, estavam ou estão no poder.
Ai é que está o impasse. A primeira reação dos novos governantes foi atribuir a causa de todos os problemas a tal da “herança maldita” que teria recebido do governo anterior. Como não era uma revolução pelas armas, ninguém morreu, mas era de se esperar que fossem defenestradas todas as ideias do governo passado. Não foram. Não há diretrizes mais parecidas com as do ministro Pedro Malan (de FHC) do que as do ministro Antonio Palocci (de Lula). O FMI deixou de ser o bicho-papão. As reformas das quais o PT era contra, agora por ele são consideradas necessárias. No duro, no duro, não houve antropofagia. Os adversários foram vencidos, porém suas diretrizes não foram trucidadas.
Entretanto, essa atitude administrativamente zen do PT governo desagradou às facções mais radicais do partido, principalmente a intelectualidade de esquerda que integram os seus quadros. Essas pessoas, oriundas da classe média ou mesmo da burguesia menos nobre, são os críticos mais contundentes do novo PT. Ai não houve jeito, os controladores da agremiação partiram para a autofagia e expulsaram os deputados João Batista Oliveira de Araújo (o Babá), Luciana Genro e João Fontes e a senadora Heloísa Helena, e criaram condição adversa à permanência de outros expoentes da legenda, como o sociólogo Chico de Oliveira, o deputado Fernando Gabeira o jurista Hélio Bicudo, Marina Silva, Marta Suplicy e muitos outros. No início 2005, um grupo de 112 filiados anunciou a saída da organização política, entre eles os economistas Plínio de Arruda Sampaio Jr, Reinaldo Gonçalves, Nildo Ourique e Paulo Gomes e os sindicalistas Jorge Luiz Martins (ex-integrante da Executiva Nacional da CUT), Santino Arruda Silva (presidente da CUT-RN) e Carlos Campos.
Os idealistas são pessoas sonhadoras e são os sonhadores os fazedores de revoluções. E, quando se sonha com esperança que não acontecem, o sonho se transforma em pesadelo. A elite do PT planejou e soube usar táticas e estratégias para chegar ao poder, entretanto alguns dos seus líderes protagonizaram trapalhadas de toda ordem: o “fome zero”, os 10 milhões de empregos prometidos deram lugar a uma política monetarista rígida, símbolo do neoliberalismo antes ferrenhamente atacado pelo partido.
Quando mudaram a política econômica, mudaram para pior. Optaram pelas pedaladas fiscais e desvios de recursos públicos – dos quais o mensalão e o petrolão são exemplos exemplares –, obras faraônicas, pelas meias verdades etc.
Na verdade a revolução petista foi um fogo-fátuo, um falso brilho com glória passageira, algo melancólico. Está terminando com alguns dos seus mais representativos líderes com altos salários oriundos de cargos públicos, outros milionários cuja riqueza não tem origens claras, e outros mais ameaçados de prisão ou presos, estes em companhia de empresários de alto nível e baixa moral.
Quem acreditou e votou no PT não merecia isso.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Assuense que morou em Catolé do Rocha, Maria Amália é premiada em Fortaleza/CE.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Educadora nascida no RN recebe o Prêmio RioMar Mulher, no Ceará

Foto de acervo da premiação em 2015
A professora Amália Simonetti, uma das idealizadoras no Ceará do programa Alfabetização na Idade Certa, posteriormente encampado pelo governo federal, será homenageada com o Prêmio RioMar Mulher, na categoria educação, em solenidade que ocorre na noite desta quarta-feira (2), no Teatro RioMar, em Fortaleza (CE).

Amália Simonetti é potiguar da cidade de Assu, Doutora em Educação e autora de cinco livros publicados, quem informa é o tio dela, o jornalista Luiz Gonzaga Cortez, também escritor e pesquisador. O Prêmio RioMar Mulher é promovido em alusão ao Dia Internacional da Mulher

Premiadas
Este será o II Prêmio RioMar Mulher e as premiadas nesta edição são: Nicolle Barbosa (Política e Gestão Pública), Tane Albuquerque (Economia e Negócios), Amália Simonetti (Educação), Olga Espíndola (Trabalho Social), Mariana Lobo (Justiça e Cidadania), Rosiane Limaverde (Arte e Cultura), Samantha Marques (Comunicação), Almerinda Maria (Moda), Lúcia Alcântara (Saúde) e Maria José Lopes (Arquitetura e Design).

©2016 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN

sábado, 13 de fevereiro de 2016

MUNDO (DW).

Intervenção na Síria iniciaria guerra mundial, diz Medvedev

Em entrevista a jornal alemão, premiê russo alerta que, antes de enviar tropas terrestres para a região, Ocidente precisa refletir se deseja guerra. E classifica a política migratória europeia como fracasso.
Em entrevista antecipada nesta quinta-feira (12/02) pelo jornal alemão Handelsblatt, o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, alerta que uma intervenção militar terrestre na Síria poderia resultar em uma guerra mundial.
"Uma operação terrestre leva todos a participarem de uma guerra", disse o premiê na entrevista, que será publicada neste fim de semana. "Todas as partes deveriam se sentar na mesa de negociações, em vez de desencadear uma nova guerra mundial."
Ao ser questionado sobre a recente proposta da Arábia Saudita para enviar tropas à Síria, Medvedev respondeu que os americanos e os parceiros árabes precisam refletir se eles desejam ou não uma guerra permanente.
O primeiro-ministro criticou também a recusa de potências ocidentais em colaborar com a Rússia no conflito sírio e ressaltou que contatos entre os departamentos de defesa são esporádicos.
A Rússia, juntamente com o Irã, é o maior aliado do regime do presidente Bashar al-Assad. No conflito, os Estados Unidos e a Arábia Saudita apoiam grupos rebeldes moderados e defendem a mudança de governo.
Após a intensificação da guerra civil, com a ofensiva do governo sírio em Aleppo contra rebeldes, apoiada por Moscou, diplomatas concordaram nesta quinta-feira com um cessar-fogo na Síria e em ampliar ao acesso de ajuda humanitária no país. O acordo deve entrar em vigor em uma semana.
Crise migratória
O conflito sírio não foi o único tema da entrevista de Medvedev. O primeiro-ministro fez duras críticas à posição da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e da União Europeia (UE) na crise migratória.
"A política migratória europeia fracassou totalmente. Tudo é muito tenebroso", opinou Medvedev. Segundo ele, foi uma "tolice" deixar todos entrarem no bloco.
O primeiro-ministro afirmou que muitos refugiados vêm para a Alemanha devido aos grandes benefícios financeiros recebidos do governo e também como terroristas.
Medvedev destacou, além disso, que é impossível identificar terroristas na massa de refugiados e afirmou que a Rússia realiza ataques aéreos na Síria para evitar que "assassinos" comentam atentados em Moscou ou em outras cidades.
O premiê criticou ainda a integração de refugiados na Europa, chamando-a de fracasso, e afirmou que na Rússia cristãos e muçulmanos vivem em paz.
CN/ap/rtr/dpa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

È ruim a classificação do Brasil na àrea de qualidade democrática.

Crise política derruba Brasil para sua pior posição em ranking de qualidade democrática

  • Há 7 horas
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Foto: ThinkstockImage copyrightThinkstock
Image caption'Não me lembro de ter visto atmosfera tão pessimista no Brasil', diz autor do estudo
A crise política envolvendo o escândalo de corrupção na Petrobras e a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, bem como o pessimismo nacional com o cenário político, fizeram com que o Brasil caísse para sua pior posição em um ranking da Economist Intelligence Unit (EIU) sobre a "qualidade democrática" de 167 países.
A 10ª edição do estudo, publicado pela empresa de análise e consultoria pertencente ao grupo da revista The Economist, traz o Brasil em 51º lugar, sete postos abaixo de sua melhor posição, ocupada entre 2013 e 2015.
O Brasil se encaixou na categoria de "democracia falha" e ficou atrás de diversos vizinhos latino-americanos, de países africanos e mesmo do Timor Leste, nação asiática que se tornou independente da Indonésia há apenas 14 anos.
A nota dada pelo ranking à democracia brasileira caiu de 7,38 em 2014 para 6,96 (de um máximo de 10) no ano passado.
Além das análises de especialistas, houve pesquisas de opinião pública para medir os níveis de satisfação do público com a política. E, de acordo com Rodrigo Aguilera, analista de América Latina da EIU, as respostas dadas pelos entrevistados no Brasil foram marcadas pelo desânimo.
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'Fraqueza'

"Estou envolvido com o estudo há oito anos e não me lembro de ter visto uma atmosfera tão pessimista no Brasil. Os dados são muito ruins", disse Aguilera à BBC Brasil.
Sob o título de A Democracia em Tempos de Ansiedade, o estudo levou em conta um grupo de cinco fatores para determinar a classificação dos países: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionalidade governamental, participação política e cultura política.
Com base nos pontos em cada quesito, os países foram classificados como "democracias completas", "democracias falhas", "regimes híbridos" e "regimes autoritários".
"Democracias falhas" seriam países que, apesar de terem eleições livres e respeito às liberdades civis básicas, apresentam o que os autores do estudo classificam como "fraquezas significativas" em outros aspectos da democracia - problemas de governança e de cultura política, assim como baixos índices de participação política da população.
"O problema do Brasil não é uma questão de eleições livres e com credibilidade, mas sim um quadro em que as pessoas parecem ter perdido a fé no voto como forma de combater a corrupção. É isso que chamamos de uma democracia falha", diz Aguilera.

Pontuação

O Brasil recebeu sua pior nota justamente no quesito de cultura política (3,75 de um máximo de 10, uma pontuação influenciada por uma metodologia que desconta pontos de nações em que o voto é compulsório). A maior nota do país foi em processo eleitoral (9,75).
Mas ficou atrás, por exemplo, de Ilhas Maurício, Uruguai, Costa Rica, Botsuana, Chile, Taiwan e Argentina. O Uruguai foi a única nação sul-americana a aparecer na categoria de "democracia completa".
Diversos outros países apareceram como "democracias falhas": a classificação foi aplicada a nações que obtiveram menos que média 8 no ranking - no caso, os que ficaram colocados entre a 21ª (Itália) e 79ª (Montenegro) posições da lista.
O Brasil foi citado especificamente pela Economist Intelligence Unit por causa da crise política detonada pelo escândalo de corrupção da Petrobras e a abertura do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
O estudo alerta que as populações na América Latina historicamente toleraram níveis menores de democracia em troca de progresso econômico. "Mas como essa troca não é mais possível, as atitudes públicas contra os líderes políticos serão cada vez mais hostis", diz o texto.
Aguilera, porém, acredita que os recentes desdobramentos da operação Lava Jato, em especial a prisão de políticos e empresários, poderão restaurar um pouco da confiança da população. "O Brasil está fazendo um trabalho melhor que o México, por exemplo. E não creio que a situação possa ficar pior do que está".
De acordo com a classificação da EIU, mais de um terço da população mundial (2,6 bilhões de pessoas) vive sob algum tipo de ditadura e apenas 8,9% da população mundial vive em "democracias completas".
Os países com a melhor pontuação - e, portanto, as democracias consideradas mais completas - são os países nórdicos Noruega, Islândia e Suécia. Os piores colocados no ranking são Chade, Síria e Coreia do Norte.