quinta-feira, 22 de agosto de 2013

  • RAMALHO LEITE

    RAMALHO LEITE

    Ex-deputado estadual e Superintendente do Jornal A União, jornalista, escreve em vários veículos de comunicação
  • 17.08.2013 | Autor: RAMALHO LEITE

    Catolé do padre e do frade - Ramalho Leite

    Acompanhei por alguns anos a vida de Catolé, bem instalado na minha cadeira de deputado, ouvindo os debates entre o padre Américo Maia e Frei Marcelino de Santana, do mesmo credo religioso mas de pensamentos políticos antagônicos. O padre era da tradicional família Maia, cujo poderio econômico e político se mantinha há mais de quarenta anos.Eis que chega a Catolé, “um fradezinho despretensioso” a quem não deram importância. Virou notícia quando juntou-se aos “moleques-de-rua” e, de batina e tudo, foi jogar futebol e pegou um pênalti. Demoraria muito a fazer o seu primeiro gol.
    Tinha simpatia pela luta do Frei, apesar de correligionário e colega de partido do Padre. É que a peleja daquele se
    assemelhava à minha, ele no sertão e eu no brejo.Não é fácil enfrentar uma estrutura de poder alicerçada por fortes vigas, principalmente, em uma época em que as liberdades eram controladas por patentes e galões. A luta do Frei lhe deu poder e voto, e as oposições de Catolé se fizeram ouvir na Casa de Epitácio Pessoa.
    Rememorei essa disputa sadia entre o Padre e o Frade pelo melhor para Catolé, no ultimo sábado, quando uma elite intelectual vinculada àquela cidade, nascidos ali ou agregados, publicaram Catolé do Rocha em Muitas Lentes, uma coletânea de textos sobre a evolução econômica, política e cultural da cidade banhada pelo rio Agon, “cansado de caminhar” e “narrando seu destino, seu penar”. Há tempos não assistia a uma festa tão cheia de emoção e de saudade. O
    prefeito Leomar Maia e o Chico Cezar não sabem o que perderam.
    O livro descreve a geografia do município, sua história desde os índios Pegas, da nação Cariri; seu nome, com o prefixo tupi Katu ( de Katu’re) que tem o significado de bom e saudável,vem mesmo da palmeira que produz um pequeno fruto, vendido nas feiras como “rosário-de-côco-catolé”, segundo ensina Luiz da Câmara Cascudo, citado por Edna Ribeiro. A que Natercia Suassuna acrescenta:“Catolé, pela abundância da palmeira e do Rocha, em homenagem ao seu fundador” ... Francisco da Rocha Oliveira. “Foi o Catolé desse Rocha que mais tarde tomou vida e caráter nuclear, situado que estava na vertente do rio Hiagô, Hiagon, Ogon ou Agon” esta ultima a que permanece, no dizer de Celso Mariz.
    Lembrei acima os meus colegas de parlamento. Mas o que me levou à festa dos catoleenses foi o meu colega da Faculdade de Direito, José Tarcisio Fernandes, um dos autores do livro e que nos brinda com a epopeia de românticos e ousados estudantes sertanejos que pretenderam ensaiar uma guerrilha nas serras de Catolé. Apurados os fatos, se descobriu que na verdade os jovens vanguardistas desejavam mesmo era se isolar do mundo e construir outro, na Serra do Capim Açu, longe das amarras e violentas repressões em evidência na época. Tudo não passou de uma Colônia de Férias de três estudantes, embora o promotor militar tentasse, em vão, transformar uma caçada em atividade subversiva, já que a arma dos meninos era um livro de Che Guevara...
    Notei no livro a ausência do padre Américo Sergio Maia, do Instituto Histórico e fundador do Instituto de Genealogia e Heráldica através do qual encomendamos a confecção do Brasão da Cidade de João Pessoa, homologados em lei por Dorgival Terceiro Neto e criadas por beneditinos radicados na Bahia.
    Voltando a Catolé, está registrado também que sua fama de aguerrida serviu, pelo menos, para afastar de Lampião a tentação de invadir a cidade. Que a semente da educação plantada pelo Frei, em Catolé, e a sua revolução pela paz, não se perca no deserto,como parecia o grito do Monte Tabor: “ Despertai vós todos os que dormis o sono solto da indiferença e do conformismo . Começa neste instante a Revolução Cultural pela Paz”. O Frei
    começou pegando um pênalti e terminou fazendo gol.
    Fonte: blog do pedro marinho. blogspot.com e Google.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cantigas de Resistência ou a voz de um povo que não umedeceu. Catolé do Rocha nos anos 60/70.

O potiguar Francisco Muniz de Medeiros , Frei Marcelino de Santana, natural de Santana do Matos/RN, ficou na história de Catolé do Rocha, na Paraíba, na época em que dominava do coronelismo de baraço e cutelo, as brigas dos Maia e Suassuna, da politicagem e a corrupção desenfreadas. Em 1991, publicou o livro contando a história em versos, a sua luta contra o atraso e o analfabetismo, construindo escolas profissionalizantes e arregimentando o povo para os trabalhos em favor da comunidade, principalmente dos pobre.
Um destaque é a sua integração e conscientização com os estudantes de Catolé do Rocha, fortemente influenciados pelas idéias socialistas. 1968 foi um ano de lutas dos estudantes. Um movimento radical tencionava implantar um núcleo de guerrilha na região, influenciado pela chama heroica de Che Guevara. os "guerrilheiros" de Capim-Açu, um serrote nas cercanias da cidade, fizeram treinamentos de sobrevivência no mato (caatinga, mato rasteiro), mas foram desbaratados por um policial militar que exercia as funções de delegado de Catolé do Rocha. Prisões domiciliares, interrogatórios, processos em auditoria militar e repressões ocorreram antes do AI-5 de 13 de dezembro de 1968.
A propósito, já está circulando o livro "Catolé do Rocha - coletânea em muitas lentes", editado sob a organização de Ana Lúcia Gomes Melo, mas isso é outra história.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dermi Azevedo na Carta Maior:

CIA manteve colaboradores dentro da Igreja Católica no Brasil

O auge dessa colaboração aconteceu entre os anos 1960 e 1985, no período prévio ao golpe militar de 1964 e durante toda a vigência da ditadura. Fontes de dentro da Igreja revelam que a CIA cooptou até assessores do ex-arcebispo do Rio D. Eugênio Salles, morto em 2012, com a missão de abastecer Washington com informações sobre a atuação das Ligas Camponesas do Nordeste. Por Dermi Azevedo

  • A Agência de Inteligência dos EUA (CIA) espiona, desde os anos 60, todas as atividades da Igreja Católica Romana no Brasil, por meio de colaboradores diretos e indiretos. Os diretos são membros da Igreja que voluntariamente prestam serviços a essa. E os indiretos são assessores das pastorais católicas infiltrados pelo serviço secreto dos EUA em atividades eclesiásticas.

As informações são de diversas fontes da Igreja ouvidas pela reportagem, e que pediram para não terem seus nomes revelados.

O auge dessa colaboração aconteceu entre os anos 1960 e 1985, ou seja, no período prévio ao golpe militar de 1964 e durante toda a vigência da ditadura. Perdurou também essa vigilância durante a transição para a democracia e continua até hoje, tendo Brasília como a base principal das operações de espionagem.

Durante os anos 60, a principal base operativa da CIA na Igreja brasileira foi Natal, capital do Rio Grande do Norte. A operação fixou-se no Movimento Natal, liderado pelo ex-arcebispo do Rio de Janeiro D. Eugênio de Araújo Sales, que, nessa época, administrava a Igreja Católica em Natal.

A CIA cooptou assessores de D. Eugênio – principalmente estudantes e profissionais do campo das ciências sociais –, com a missão de abastecer Washington de informações sobre a atuação das Ligas Camponesas do Nordeste. 

As ligas haviam sido criadas e dirigidas pelo socialista Francisco Julião, considerado um dos "inimigos públicos" do governo militar ao lado de Leonel Brizola, no Rio Grande do Sul, e de Carlos Marighella, na Bahia.

Um assessor da CIA monitorava todas as atividades dos bispos e das dioceses nordestinas. A vigilância estendia-se, porém, aos demais Estados, nas várias representações regionais da CNBB.

Na base potiguar a CIA era informada diariamente por assessores de D. Eugênio, que monitoravam inclusive as suas palestras e discursos. Mas esse controle também foi feito nos anos 70 e 80.

Na administração do arcebispo D. Nivaldo Mont, a agência costumava gravar sigilosamente todas as reuniões ordinárias e extraordinárias do episcopado. Entre elas, inclui-se uma palestra do então governador nomeado do Rio Grande do Norte Cortez Pereira. 

Reunido com os bispos no Centro de Treinamento de Líderes da arquidiocese de Natal, na praia de Ponta Negra, Cortez fez críticas a um modelo de desenvolvimento que qualificou como excludente e elitista. No dia seguinte, foi intimado para comparecer a Recife, onde foi questionado pelo Comando Militar do Exército do Nordeste sobre seu pronunciamento.

A CIA acompanhou também o apoio da Aliança para o Progresso, instituída pelo presidente John Kennedy, a projetos ligados à igreja nordestina, principalmente dos setores rural e sindical nesse período. O Rio Grande do Norte recebeu a visita do Secretário de Justiça dos EUA, o senador Roberto Kennedy, irmão do presidente, e que também foi assassinado anos depois.

Além do apoio aos projetos sociais da Igreja, o Governo Kennedy também enviou várias toneladas de alimentos, que foram distribuídas em comunidades rurais potiguares. Foram também incluídas na lista de doações várias paróquias, inclusive o Seminário de São Pedro, principal escola de formação do clero norte-rio-grandense.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que virá depois do capitalismo de Estado? A China é o modelo econômico do futuro?


Foto: Divulgação

Existe realmente o que ficou conhecido como “socialismo de mercado”? Há quantas anda o processo de desenvolvimento na China? O que seria o socialismo neste início de século XXI e como se conformaria essa transição numa formação social muito particular? Quais as principais referências teóricas a serem consideradas nesta discussão? Essas e outras questões foram debatidas na última quarta-feira, 7, durante o evento promovido pela Revista Pardal, com Elias Jabbour, na Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN.
 
Durante o encontro, o palestrante foi abordando alguns elementos para uma reflexão crítica sobre o socialismo chinês. ”A China não é um Capitalismo de Estado, como alguns colocam, até porque capitalismo de Estado não é nem modo de produção. A China é um país socialista com elementos capitalistas”, afirmou. Segundo ele, ”o mundo vive algo semelhante ao fim do Império Romano. Todo mundo sabia que acabaria, mas ninguém sabia o que viria depois. A subjetividade daquele momento era muito individualista, um salve-se quem puder. É exatamente o que acontece hoje, todo mundo identifica o fracasso do capitalismo, mas ninguém sabe o que virá”.
 
Questionado se os avanços sociais e econômicos alcançados pelos chineses serviriam de referência para o Brasil, ele respondeu que “o que a China faz hoje, o nosso país fez por 40 anos. Intervenção estatal na economia, crédito administrado pelo Estado… O Brasil foi o país que mais cresceu no século XX”.
 
Para Jabbour, “O socialismo é a superação da divisão social do trabalho (campo/cidade, trabalho manual/trabalho intelectual e indústria/agricultura)”. Ele considera “não é possível construir o socialismo numa sociedade atrasada. O socialismo tem que alcançar níveis de desenvolvimento semelhantes ao capitalismo para provar sua superioridade. Infelizmente, não é na moral, mas na produtividade do trabalho – que propicie a distribuição de renda – que provamos nossa superioridade”.
 
Ele criticou o papel da mídia e das elites nacionais no que se convencionou chamar de “crise dos tomates”. “A China projeta seu desenvolvimento econômico em períodos longos, de 50, 60 anos. No Brasil temos projeto de um mês. No nosso projeto, se o preço do tomate aumentar, interrompe o projeto e vai se resolver o problema do tomate”, afirmou.
Na ocasião, o autor lançou o seu livro “China Hoje – Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado”. [Fonte: UJS Potiguar na internet]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 8/12/2013 10:53:00 PM


Ex-soldado conta que viu Stuart Angel ser torturado na Base Aérea do Galeão


  • Militares contam à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro que foram perseguidos por discordar da ditadura
  • Na quarta, serão ouvidos acusados de ter matado dirigente do PCBR

sábado, 10 de agosto de 2013

Carta Capital - Política
Programa
O destino de Alcântara
Enquanto o Brasil for ocupado ideologicamente, não conseguirá fazer política soberana em temas como o programa espacial

Os europeus não devem ter interesse na empreitada, pois já possuem, em pleno funcionamento, a base de Kourou, na Guiana Francesa, cuja localização geográfica, a 5,0º ao Norte da linha do Equador, preserva algumas das muitas vantagens oferecidas pela península de Alcântara, no Maranhão. Ela poderia interessar aos russos, pois suas atuais bases de lançamento, como a de Baikonur, mediterrâneas, exigem o sobrevoo do satélite sobre áreas habitadas; mas eles estão associados aos franceses em Kourou, de onde serão lançados os foguetes Soyuz, e com ucranianos, noruegueses e norte-americanos da Boeing trabalham  o lançamento de satélites a partir de um navio lançador, o Sea Launch, fundeado na linha do  Equador. Coisa que até aqui,  felizmente, não se revelou comercialmente viável. Por enquanto, portanto, a abertura de Alcântara é o seu fechamento para a exploração dos EUA, e o anunciado réquiem de nosso projeto de programa espacial autônomo.
A matéria diz que as discussões são levadas a cabo pelo Itamaraty, "que espera ter um acordo pronto para ser assinado na visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em outubro". Como se vê, ou a coisa vem de longe ou é levada a toque-de-caixa. A primeira hipótese é a mais provável, é o que deduzo de mais uma informação do jornal, aquela que diz que "o assunto é ainda classificado como secreto pelo governo". Mas eu me pergunto: como é secreta  informação à qual o jornal tem acesso? E me pergunto, ainda: por que matéria de tal relevância é tratada de forma secreta? Em qualquer hipótese, não sabemos a opinião da Agência Espacial Brasileira - AEB, autarquia brasileira encarregada legalmente de monitorar o programa espacial brasileiro (Qual sua parte nesse negócio? Foi tudo feito à sua revelia?). Não se conhece a opinião do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE (responsável pelo programa brasileiro de satélites). Não se sabe, tampouco, a opinião da Alcântara Cyclone Space-ACS (a bi-nacional resultante da associação do Brasil com a Ucrânia, responsável pela  construção, em andamento, em Alcântara, de uma base habilitada ao lançamento do foguete, médio, Cyclone-4). Não se sabe, a opinião do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a cuja jurisdição estão subordinadas essas instituições. E não se conhece a opinião da SBPC, tão fogosa e falante nos idos de 2003. Se alguém sabe de alguma coisa, a reportagem sonegou aos leitores essas informações.
Às vantagens decorrentes da proximidade com o Equador, somam-se, ainda no caso brasileiro, condições favoráveis de segurança, pois, além de evitar sobrevoos sobre regiões habitadas, dispomos de todo o mar como área para retombamento dos estágios e coifas ('narizes' de foguetes, onde armazenam-se cargas) que são ejetados durante o voo. E essas vantagens fazem cair as despesas com seguro, baixando ainda mais os custos de quaisquer lançamentos a partir de Alcântara. Enquanto isso, para evitar acidentes e invasão de territórios estrangeiros, os veículos que partem dos cosmódromos russos são obrigados a proceder a grandes e custosas manobras em voo, determinantes de maior consumo de combustível e de perda de capacidade de colocação de carga útil em órbita. Os lançamentos a partir das bases dos EUA também precisam efetuar manobras – custosas – para entrar em órbita no Equador.
Como vemos, por estarem localizados no hemisfério Norte, os veículos da maioria dos países do clube espacial, para entrar em órbita equatorial, têm de fazer uma manobra (denominada em inglês dog leg) para injetar seus foguetes em órbitas equatoriais, o que exige muito mais combustível, em comparação a lançamentos realizados na proximidade da linha do Equador, como é o caso do Centro Espacial de Kourou e será o do futuro Centro de Lançamentos da ACS, o nosso, o qual não requer a manobra adicional.  De acordo com as leis da mecânica espacial, quando um lançamento é realizado em direção ao Leste, e o mais proximamente possível do Equador, conta com a vantagem total da rotação da terra, com o chamado "efeito catapulta" maximizando a carga útil e, em consequência, minimizando o custo de lançamento.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


Saite abre arquivos digitalizados da ditadura e revela certidão de óbito de Marighella.

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução
    A certidão de óbito do guerrilheiro Carlos Marighella é um dos documentos digitalizados para o site
    A certidão de óbito do guerrilheiro Carlos Marighella é um dos documentos digitalizados para o site
O projeto Brasil Nunca Mais lançou nesta sexta-feira (9) um site com mais de 900 mil páginas digitalizadas de 710 processos envolvendo a repressão praticada durante a ditadura militar no país (1964 a 1985). Entre os documentos estão a certidão de óbito do guerrilheiro Carlos Marighella, morto por policiais do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) em 1969, e páginas do processo movido contra Dilma Rousseff por sua militância em organizações clandestinas entre na década de 1970.
A interface do site permite a procura nos processos por nome, Estado ou organização política. Antes de exibir os resultados da pesquisa, uma janela alerta o internauta: "Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos foram obtidos com uso de tortura e outros meios ilícitos."
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Intelecto de Dilma e dinheiro de Pelé foram alvo da ditadura14 fotos

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Documentos do Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) de São Paulo, órgão subordinado ao Dops (Departamento de Ordem Política Social), principal órgão de inteligência e repressão durante a ditadura militar, divulgados em 1º de abril, mostram que regimes autoritários ficharam figuras públicas como o ex-jogador Pelé, o cantor Roberto Carlos, os apresentadores Silvio Santos e Hebe Camargo e o escritor Monteiro Lobato. As fichas e prontuários podem ser consultadas no site "Memória Política e Resistência", vinculado ao Arquivo do Estado. Configura algumas personalidade fichadas pela ditadura Leia mais Arte/UOL
Dilma, que militou nos grupos Colina (Comando de Libertação Nacional) e a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares) - rotulados pela ditadura como "organizações terroristas" durante os anos de chumbo -, é citada em 36 páginas dos processos. Ela ficou presa por quase três anos entre 1970 e 1972.
Já a certidão de óbito de Marighella - baleado na alameda Casa Branca, região central de São paulé assinada pelo legista Harry Shibata, que foi alvo de protestos em 2012 acusado por grupos de defesa dos direitos humanos de ocultar em seus laudos as mortes provocadas sob tortura.
O Brasil Nunca Mais foi desenvolvido pelo Conselho Mundial de Igrejas e pela Arquidiocese de São Paulo nos anos 80, sob a coordenação do Reverendo Jaime Wright e de dom Paulo Evaristo Arns, para "evitar que os processos judiciais por crimes políticos fossem destruídos com o fim da ditadura militar, obter informações sobre torturas praticadas pela repressão política e que sua divulgação cumprisse um papel educativo junto à sociedade brasileira."
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Mostra em SP registra 'ausências' de famílias de desaparecidos políticos16 fotos

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Em 1969, Gustavo Germano (à esq.) e seus três irmãos posaram para este retrato de família na Argentina. Vários anos depois, eles acabariam sendo vítimas da chamada ""Guerra Suja"" do país, na qual cerca de 30 mil pessoas foram sequestradas, torturadas ou mortas pelos governantes militares do país, que tomaram o poder em um golpe em 1976. Muitos dos que foram capturados passaram a ser conhecidos como ""desaparecidos"" e seus restos mortais nunca foram encontrados Leia mais Gustavo Germano
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Comissão da Verdade investiga crimes contra povo indígena13 fotos

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Desenho feito por um waimiri-atroari entre 1985 e 1986 mostra homem atirando contra um índio Leia mais Reprodução/Relatório Comitê Estadual da Verdade do Amazonas