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Resgatar a história do movimento estudantil e a resistência a ditadura militar no Rn.
terça-feira, 19 de maio de 2015
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
Nordeste: 60 anos depois. Venha discutir os problemas sociais da região em Natal.
Estão abertas as inscrições para o Seminário “Nordeste, 60 anos depois: mudanças e permanências”, que acontecerá no período de 27 a 29 de maio, na Escola de Governo Dom Eugênio Sales, situada no Centro Administrativo, no bairro de Lagoa Nova, em Natal. As inscrições são gratuitas. A promoção é da Arquidiocese de Natal, Observatório Social do Nordeste e Programa RN Sustentável.
O Seminário terá como foco os desafios e as perspectivas de construir uma agenda de trabalho para 2016, em vista aos 60 anos do primeiro encontro dos bispos da Região Nordeste, realizado em 1956, na cidade de Campina Grande (PB). Várias iniciativas, visando o desenvolvimento do Nordeste, nasceram daquele encontro, em 1956. Uma delas foi o Grupo de Trabalho pelo Desenvolvimento do Nordeste, que originou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
Programação
A abertura do Seminário acontecerá na quarta-feira, 27 de maio, às 18h, com o credenciamento dos participantes, seguida de saudação do Arcebispo Metropolitano de Natal e presidente do Observatório Social do Nordeste, Dom Jaime Vieira Rocha. Em seguida, haverá lançamento de quatro livros. Nos dias 28 e 29, a programação constará de conferências e mesas redondas. Uma das conferências terá como expositor o Ministro de Estado da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto.
Outro palestrante será o bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang. Ele é membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A programação completa, o formulário de inscrição e outras informações estão disponíveis no site da Arquidiocese de Natal, no link: http://arquidiocesedenatal. org.br/seminario-regional
terça-feira, 14 de abril de 2015
Lançamento de foguete em Caicó. Uma história espetacular…
A preocupação com o meio-ambiente já era latente naqueles jovens destemidos e visionários empreendedores, porque os foguetes eram construídos com latas de óleo de comida, revestidos de taquari, instalados sobre uma base de lançamentos feita de restos de madeira de construção civil. Tudo ecologicamente correto.
Toda essa megaestrutura subia com uma mistura de pólvora e nitrato de alumínio, queimados com um pavio de 15 centímetros, que era deste tamanho pra dar tempo de correr do local de lançamento ao cara que acendia o pavio.
A experiência – meio tosca, é verdade – possibilitou a construção de cinco foguetes, dos quais quatro tiveram lançamentos bem sucedidos e um que falhou, justamente o que reuniu mais de 80% de população de Caicó dentro do Rio Seridó e sobre a ponte Soldado Francisco Dias.
Antes do grande dia, os cientistas caicoenses fizeram três lançamentos bem sucedidos na Base Aeroespacial do Rio Seridó, quando os foguetes subiram e sumiram no céu azul e sem nuvens de Caicó. Fazia pouco mais de um ano da chegada do homem à Lua.
Com o sucesso da fase experimental, Zé Almino, Carlos de Zé Cassiano e Zenóbio de Chico Pedro resolveram fazer um lançamento para o grande público: a esta altura, os boatos corriam na cidade, dando conta dos foguetes fabricados em Caicó.
A curiosidade da população sobre os lançamentos de foguetes dominava todas as rodas de conversas nas mesas do Bar de Ferreirinha, nas feiras livres, lojas, escolas e nas esquinas da cidade: só se falava naquilo.
Na grande data, em meados de agosto de 1970, o país com o peito estufado pela conquista do Tri-Campeonato da Seleção Brasileira, arma-se o circo para o primeiro lançamento público: a Polícia Militar e o Exército foram mobilizados pra conter a ansiedade do povo com o quarto lançamento do Programa Espacial Caicoense.
Era tanta gente sobre a ponte, que a estrutura ameaçava cair a qualquer momento.
Presentes ao grande evento autoridades como o vice-prefeito Vicente Macedo, o comandante do Batalhão Major Caminha, o delegado Dr. Marcílio, vereadores, o gerente do Banco do Brasil, os guardas fiscais e a plebe rude.
Padre Antenor e o seu fiel escudeiro, Ciriáco, subiram na torre do sino da Igreja de Sant’Ana, o melhor e mais seguro lugar de Caicó para visualizar o grande lançamento, e não permitiram a entrada de mais ninguém naquele espaço privilegiado.
Os dois cinemas da cidade, o São Francisco e o Rio Branco, suspenderam as sessões por absoluta falta de público, as escolas cancelaram as aulas, as repartições públicas decretaram ponto facultativo, o comércio e a indústria liberaram os funcionários para que todos vissem aquela fantástica experiência.
Contagem regressiva: 5…., 4…., 3…, 2…. 1…
Zé Almino tocou fogo no pavio, que queimou lentamente…
A tensão aumentava entre as mais de 20 mil pessoas que presenciavam aquele momento histórico, todo mundo de mãos postas, suando…
De repente, um estrondo…
“Óoohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh”, gritaram todos, em uníssono…
O foguete sobe 1 metro e 80 centímetros, o suficiente para dar um giro de 180 graus sobre si mesmo, e se estatela no leito do rio.
Não houve vítimas, exceto o orgulho ferido daqueles extraordinários cientistas malucos.
Foi a maior vaia que Caicó ouviu.
O último lançamento do Programa Espacial Caicoense ocorreu no dia 7 de setembro de 1970, nas dependências do 1o Batalhão de Engenharia de Construção: incentivados pelo major Caminha (“falhas ocorrem até na NASA”, disse ele aos jovens cientistas caicoenses), Zé Almino, Carlos e Zenóbio colocaram o último foguete em órbita, sem falhas e tendo apenas os militares como testemunhas.
Por Brito JR.
Foto de 1970: Delegado Marcílio, Zé Almino, o foguete (claro!), Zenóbio (de Chico Pedro), Dr. Vicente Macedo e Carlos de Zé Cassiano. No dia do histórico lançamento do foguete que não subiu.
18 Comentários
sábado, 4 de abril de 2015
Ditadura militar brasileira
perseguiu centenas de cientistas
In –
livrepensamento.com\2015
A
história de 471 cientistas perseguidos durante a ditadura militar foi
pesquisada e, a partir de hoje (31), pode ser consultada no site do
Projeto Ciência na Ditadura. Esta é a primeira fase do trabalho feito pelo
pesquisador titular da Coordenação de História da Ciência do Museu de
Astronomia e Ciências Afins (Mast) Alfredo TiomnoTolmasquim e pelos professores
Gilda Olinto e Ricardo Pimenta, do Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (Ibict).
“Quando
se completou 50 anos do golpe militar em 2014, nós nos demos conta de que não
existia um balanço do impacto da ditadura militar na ciência brasileira.
Existem muitos estudos de qualidade do que aconteceu em uma ou outra
universidade ou no Instituto de Manguinhos da Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz],
mas não havia um panorama completo. Até para dizer quantos foram atingidos e
qual impacto [a ditadura] causou na atividade acadêmica do Brasil”, disse
Tolmasquim à Agência Brasil.
Ele
explicou que os cientistas que foram perseguidos são de diversas áreas, por
exemplo, da física, química, matemática, de ciências políticas e da biologia.
Para o pesquisador, o mais triste é que entre eles há pessoas que tinham
atividade política, alguns professores universitários ligados a partidos
políticos, outros ligados ao governo João Goulart.
Além
disso, segundo Tolmasquim, existem os que não tinham atividades políticas, mas
foram perseguidos por críticas feitas ao regime em comentários a colegas na
universidade. Isso, de acordo com pesquisador, era suficiente para que fossem
aposentados ou prejudicados na vida acadêmica.
“Em 1965,
na Universidade de Brasília, houve um processo forte de demissões. Alguns
professores não concordaram e pediram demissão da UnB, muitos deles foram para
outras universidades, mas, em 1969, foram demitidos compulsoriamente em uma
espécie de revanchismo. Essa era uma característica deste período de repressão.
Criar medo e evitar que as pessoas expressassem as suas ideias”, acrescentou.
Tolmasquim
acredita que, agora, com a divulgação do site do Ciência na Ditadura, vai começar uma outra etapa da
pesquisa com a inclusão de novas informações que podem ampliar tanto o número
de atingidos pelo regime quanto acrescentar dados sobre os já identificados,
que foram presos, torturados, assassinados, exilados, demitidos, aposentados,
submetidos a inquéritos militares ou sofreram boicotes relacionados a trabalhos
científicos e intelectuais. “Tem o site, o e-mailciencianaditadura@mast.br e a página no
Facebookciencianaditadura. Eu imaginei que o grande atrativo seria o site,
mas errei. Na verdade, o número de visitas e de participações por meio do
Facebook tem sido muito superior”, disse.
O
pesquisador revelou que, durante o desenvolvimento do projeto, foram
identificadas pessoas que sofreram violações em sua trajetória acadêmica, como
as que prestaram concurso ou concorreram a bolsas de pesquisas e não foram
chamadas porque estavam em uma lista de procurados pelos órgãos de repressão.
“A nossa ideia com este site é recolher esses depoimentos e estas
contribuições para que não fiquem esquecidas”, explicou.
Ele citou
o caso da professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo
(USP), Ana Rosa Kucinski Silva e do marido Wilson Silva, em abril de 1974. Os
dois, que integravam a Ação Libertadora Nacional (ALN), foram dados como
desaparecidos. A USP chegou a afirmar que houve abandono de emprego. Somente no
ano passado, com os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, ficou comprovado
que foram mortos por agentes da repressão. “Foram assassinados e sumiram. São
dois casos de pessoas que foram desaparecidas”.
O projeto
apontou ainda a participação de pessoas de dentro das universidades que se aproveitaram
do momento de repressão para tirar vantagem. “Houve denúncias, e aconteceu na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na época Universidade do Brasil,
antiga Faculdade de Filosofia. Tinha um decano que denunciou um grupo de
desafetos como uma célula de comunistas dentro da universidade e, depois, se
provou que não era verdade. Tentou se aproveitar para ter um ganho acadêmico”,
disse.
Na
avaliação de Tolmasquim, a troca de informações é fundamental para a ampliação
do trabalho e até para a correção das informações. Ele citou o fato de um
professor da Faculdade de Medicina da USP, que tinha sido submetido a um
inquérito policial militar. “Recebemos uma mensagem de uma pessoa da faculdade
dizendo que, na verdade, ele era dedo-duro e acusou várias pessoas da faculdade
que foram prejudicadas pelo depoimento dele. Em função disso, retiramos o nome
dele. A nossa informação era parcial. Sabíamos que tinha passado pelo IPM
[inquérito policial militar], mas não sabíamos o que tinha acontecido a partir
daí”.
O site
foi lançado hoje, no dia em que se completam 51 anos da instalação da ditadura
militar. “Na verdade o golpe militar foi em 1º de abril, mas terminou ficando
na história como 31 de março, porque começaram a dizer que não era verdade o
golpe militar, porque era 1º de abril [conhecido popularmente como o dia da
mentira] e, aí, os militares trouxeram para 31 de março”, disse.
O
pesquisador revelou também que, quando os verbetes relativos a cada cientista
estiverem mais consolidados, e com mais informações, a ideia é publicar um
livro. “Acho que é importante. A nossa ideia é publicar um grande livro de
cientistas perseguidos durante o período da ditadura”.
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Essa história foi contada no blogue Bar de Ferreirinha, dia 19 de julho de 2009.
O link é: http://bardeferreirinha.blogspot.com/2009/07/caico-e-corrida-para-conquista-do.html
Abraço,
Roberto Fontes
Mas acho que nem a NASA fabricaria um foguete tão grande…
Brasília-DF
Só em Caicó mesmo!!!devia fazer parte de uma série inclusive dramatizada…hahahahahaha