Notícia enviada por Roberto Monte.
50 ANOS DA RESISTÊNCIA DE MARI
Neste dia 15 de janeiro de 2014, presta-se uma justa homenagem aos camponeses de Mari, que, há exatos 50 anos, estando ordeiramente lavrando e semeando a terra, resistiram heroicamente à agressão armada pelos latifundiários. Na ocasião, tombaram: o líder sindical Antonio Galdino da Silva e os camponeses José Barbosa do Nascimento, Pedro Cardoso da Silva e Genival Fortunato Félix. Entre muitos feridos, lembramos os nomes de Antonio Galdino Pessoa e Manoel Fernandes da Silva.
O COMITÊ PARAIBANO MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA, entidade civil que reúne professores, estudantes, profissionais liberais, representantes sindicais e dos movimentos sociais, convida todos, especialmente a população do Município de Mari, para participar dos atos públicos que serão realizados em homenagem aos heróis desta resistência.
PROGRAMA
9 horas – Abertura Oficial - Ginásio de Esporte O Marcão – BR-073, km 21 – Entidades organizadoras e convidados. Coordenação: Rafael Freire Santana, Gleyson Ricardo Melo e Athamir Araújo.
Palestra As Ligas Camponesas - Antonio Augusto
Homenagem aos familiares - Antônio Galdino da Silva, Pedro Cardoso da Silva, Genival Fortunato Felix e José Barbosa do Nascimento. Coordenação: Victor Figueiredo, Marlene Almeida e Nazaré Zenaide.
Lançamento do Cordel Resistência em Mari – Medeiros Braga. Coordenação: José Emilson Ribeiro e Antonio Augusto
Atividades Culturais com cantadores, emboladores e capoeira – Fundação Cultural de João Pessoa – Coordenação: José Emilson Ribeiro e Igor
12 horas – almoço
14 horas - Caminhada da Resistência ao local do conflito. Coordenação: Marquinho, Felipe e Victor
Ato religioso com a participação de Pe. Bosco – Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Coordenação: Josália Gomes do Vale e Adarlan (MST), Antonio Severino (Paróquia de Mari) e Guiany (CEDH).
Ato Político com lideranças sociais locais e nacionais - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mari. Coordenação: José Calistrato e Gleyson Ricardo Melo (CPMVJ) e José Martins (Sindicato Rural de Mari).
Apoio: Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e do Sindicato Rural de Mari, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Bancários, Sindifisco, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Sindicato dos Jornalistas, Associação Cultural José Martí (ACJM), Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (APAN), Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Movimento do Espírito Lilás (MEL), Centro de Referência dos Direitos Humanos, Partido Comunista Revolucionário (PCR), Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, Ação Libertadora Nacional - ALN.
Fim da conversa no bate-papo
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Resgatar a história do movimento estudantil e a resistência a ditadura militar no Rn.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
EUA sugeriram intervenção militar para tirar Jango do poder, diz site
SÃO PAULO - Documentos do período da ditadura militar revelam que o então presidente dos Estados Unidos John Kennedy (1917-1963) sugeriu intervenção militar no Brasil para depor o então presidente brasileiro João Goulart (1919-1976).
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As informações foram reunidas pelo jornalista Elio Gaspari, autor de uma série de livros sobre o período, e publicadas pelo site "Arquivos da Ditadura", que estreou nesta segunda-feira, 6. Gaspari é jornalista e colunista dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo.
A pergunta do então presidente norte-americano foi feita durante uma reunião na Casa Branca e revela que os EUA cogitaram participação do país no golpe de 1964 contra Goulart.
Além desse documento, o site também contém bilhetes, despachos, discursos e manuscritos de conversas dos principais personagens da ditadura juntados por Gaspari ao longo dos últimos 30 anos e que lhe serviram de base para a publicação de livros sobre o período - "A Ditadura Envergonhada", "A Ditadura Escancarada", "A Ditadura Derrotada", e "A Ditadura Encurralada".
As quatro obras de Gaspari serão relançadas em fevereiro pela editora Intrínseca, a mesma que elaborou o site.
Em dezembro, o Congresso Nacional devolveu o mandato do ex-presidente João Goulart num ato simbólico que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e outras autoridades. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu desculpas "pelas inverdades praticadas pelo Estado brasileiro" contra um "patriota".
Um mês antes, os restos mortais de Goulart foram exumados para investigações sobre a causa de sua morte. Familiares e o governo federal suspeitam de que ele não tenha sido vítima de infarto, como foi divulgado na época. Para eles, Jango teria sido morto por agentes ligados ao regime militar.
Fonte: estadao.com.br
domingo, 29 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Aos 50 anos do Golpe, livros sobre a ditadura são aposta para 2014
Reedição dos livros de Elio Gaspari sobre o regime militar começam a sair em fevereiro, pela Intrínseca
Leonardo Cazes
Maurício Meireles
27/12/2013 - 09h57
RIO - No ano em que se completam cinco décadas do golpe que instituiu o
regime militar no Brasil, o assunto será tema de diversos lançamentos do mercado
editorial. Entre as novidades, o carro-chefe promete ser uma reedição: os quatro
livros do jornalista Elio Gaspari A ditadura envergonhada (2002), A ditadura
escancarada (2002), A ditadura derrotada (2003) e A ditadura encurralada (2004)
estreiam em nova casa, a Intrínseca. Com lançamento previsto para meados de
fevereiro, as obras foram revistas e atualizadas e ganharão caprichadas edições
em e-book, com fac-símiles de documentos citados, fotos, vídeos e áudios.
Outros três livros procuram repassar as duas décadas de regime militar. Em
1964: O golpe que derrubou um presidente e instituiu a ditadura no Brasil
(Civilização Brasileira), Jorge Ferreira e Ângela de Castro Gomes, professores
da Universidade Federal Fluminense (UFF), traçam um panorama do regime
civil-militar e destacam personagens e momentos que marcaram o período.
Em Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de 1988
(Zahar), Daniel Aarão Reis, também professor da UFF, propõe uma nova leitura do
regime, especialmente da relação entre a sociedade civil e os militares. As duas
obras estão previstas para fevereiro. Já o historiador Marco Antônio Villa
publica Ditadura à brasileira (LeYa), em que apresenta as peculiaridades do
regime e os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais de cada um dos
cinco governos militares.
Na seara do comportamento, O verão do golpe (Maquinária Editora), do
jornalista Roberto Sander, lançado este mês, recupera o cenário social e
cultural da temporada que antecedeu a derrubada do presidente João Goulart, na
primavera de 1964. Na mesma linha, a Companhia das Letras publica, da jornalista
Ana Maria Bahiana, Almanaque 1964, que faz um balanço do clima cultural e
político naquele ano.
O ano de 2014 também marca outra efeméride: os 100 anos do início da Primeira
Guerra Mundial. A Rocco garantiu os direitos de publicação de Adieu à lEurope
(Adeus à Europa), de Olivier Compagnon. O autor fez um estudo sobre como o
conflito no Velho Continente afetou os países latino-americanos, entre eles o
Brasil e a Argentina, fazendo aflorar questões identitárias e provocando uma
reformulação do próprio nacionalismo. Pelo selo Alfaguara, sairá O bom soldado
Svejk, de Jaroslav Hasek, romance de 1923 que é editado no Brasil pela primeira
vez na íntegra e com tradução direta do tcheco. A obra é baseada, em partes, na
própria experiência de Hasek, e expõe a máquina da guerra através do riso.
Fonte: O Globo.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Por Travis Gettys, do The Raw Story | Tradução: Ítalo Piva
Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja, disse Chomsky (Foto: Wikimedia Commons)
Os Estados Unidos lutaram por décadas uma guerra contra católicos que praticavam os ensinamentos que levaram o Papa Francisco a ser eleito personalidade do ano pelaTimes, segundo o filósofo político Noam Chomsky.
Segundo Chomsky, em 1962, a conferência Vaticano II reformou os ensinamentos da Igreja Católica pela primeira vez desde o século IV, quando o Império Romano adotou o cristianismo como sua religião oficial, e isso teve um profundo impacto nos líderes religiosos da América Latina.
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Na semana passada, em uma entrevista com o ativista de justiça social Abel Collins, Chomsky explicou que padres e laicos latino-americanos formaram grupos com camponeses para estudar o Evangelho e reivindicar mais direitos das ditaduras militares da região – que ficaram conhecidos como Teologia da Libertação.
“Há uma razão porque cristãos foram perseguidos pelos primeiros três séculos,” disse Chomsky. “Os ensinamentos são radicais – de um texto radical – que pregam basicamente um pacifismo radical com opções preferenciais aos pobres.”
Ele reafirmou que praticantes da Teologia da Libertação foram sistematicamente martirizados, ao longo de mais de 20 anos por forças apoiadas pelos EUA, que tentavam evitar que nações latino-americanas instalassem governos socialistas em benefício de seus próprios povos, contrariando interesses norte-americanos.
“Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja,” disse Chomsky. “Se existisse imprensa livre, é assim que representariam a historia.”
Ele explicou que os EUA apoiaram a “posse de governos e instituições ditatoriais com estilos neonazistas”, como parte de uma guerra que finalmente terminou em 1989 com a morte de seis jesuítas e duas mulheres na Universidade da América Central por tropas salvadorenhas.
Chomsky disse que aquelas tropas foram treinadas pelo governo norte-americano na Escola Kennedy de Guerra Contra a Insurgência, e agiram sob ordens oficiais do comando salvadorenho, que mantinha uma relação próxima com a embaixada norte-americana.
“Eu nem tenho que atribuir isso ao governo,” disse ele. “Já é aceito. A Academia das Américas, que treina oficiais militares latino-americanos – basicamente assassinos – um dos seus pontos de discussão é que o exército norte-americano ajudou a derrotar a Teologia da Libertação.”
O Papa Francisco, um jesuíta argentino, tem feito gestos simbólicos para uma nova aceitação da Teologia da Libertação na Igreja, depois de anos de condenação por suas aspirações políticas pelos papas João Paulo II e Bento XVI.
Seu recente Evangelii Gadium – ou Alegria do Evangelho – foi visto por muitos como um ataque ao capitalismo e economia de mercado livre, mas Chomsky acredita que até agora o Papa não transformou suas palavras em ações.
“Gosto do fato de que o discurso mudou, e de que há uma melhora na discussão sobre justiça social, mas temos que ver se isso chegará ao ponto de as pessoas se organizarem e insistirem por seus direitos percorrendo o caminho da opção preferencial pelos pobres, ou seja, de levar o Evangelho a sério.”
Fonte: revistaforum.
domingo, 22 de dezembro de 2013
AMÉRICA LATINA
Na esteira de reformas, Cuba pretende melhorar diálogo com os EUA
Após série de medidas de aproximação, presidente Raúl Castro pede que Washington estabeleça "relações civilizadas" com ilha. No Parlamento, líder cubano defendeu reformas econômicas rumo a "socialismo menos igualitário".
Cuba deseja melhorar as relações com os EUA. Embora o presidente cubano, Raúl Castro, tenha descartado, em discurso no Parlamento neste sábado (21/12), o fim do sistema de partido único ou uma mudança radical da ordem econômica na ilha caribenha, ele admitiu que EUA e Cuba trocaram ideias recentemente sobre algumas medidas de aproximação.
"Se nos últimos tempos, fomos capazes de trocar ideias sobre temas de benefício mútuo entre Cuba e os EUA, então consideramos que podemos resolver outros assuntos de interesse", disse Castro diante de cerca de 600 deputados na Assembleia Nacional. Na ocasião, Castro instou os Estados Unidos a "estabelecer uma relação civilizada entre os dois países."
Suas palavras chegam poucos dias depois do inédito aperto de mão com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a cerimônia fúnebre do herói sul-africano Nelson Mandela, uma imagem que foi interpretada como um gesto de aproximação entre os antigos rivais.
Rivais de meio século
Estados Unidos e Cuba são inimigos desde a revolução cubana em 1959. No entanto, recentemente, houve conversas entre os dois países sobre temas como imigração, serviços de correio, proteção de catástrofes e questões de segurança. Ambos os lados elogiaram tais diálogos como sérios e pragmáticos.
Apesar dos tímidos avanços com vista à melhora de relações, os EUA aplicam um embargo econômico sobre a ilha comunista há mais de meio século, e os dois países não possuem relações diplomáticas.
Washington financiou uma fracassada invasão a Cuba em 1961 e, segundo dados do governo cubano, tramou mais de 600 tentativas de assassinato contra Fidel Castro. No entanto, o líder revolucionário cubano sobreviveu e governou até 2006, ano em que transferiu o poder para o seu irmão mais novo, Raúl, por motivos de saúde.
Socialismo "menos igualitário"
Também neste sábado, Raúl Castro defendeu na Assembleia Nacional as reformas econômicas por que Cuba vem passando nos últimos anos. Ao comentar diante dos deputados a supressão da moeda dupla na ilha, Castro assegurou que medidas como essa "contribuirão de maneira decisiva para melhorar o funcionamento da economia", como também para a "edificação de um socialismo próspero e sustentável, menos igualitário e mais justo", informou a agência de notícias DPA.
A reforma monetária, que prevê a eliminação do CUC (Peso Cubano Convertível), a moeda cubana atrelada ao dólar, é considerada como a chave para a reestruturação do setor estatal na ilha. Em seu último discurso este ano no Parlamento, Castro enfocou os assuntos econômicos, principalmente os avanços das reformas de mercado conhecidas como a "atualização" econômica.
Castro anunciou para março uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional em Havana para debater um projeto de lei que fomenta os investimentos estrangeiros no país. Já há alguns anos, o governo cubano permite a formação de empresas mistas, mas ainda não autoriza que se constituam empresas privadas sob o controle estrangeiro.
Segundo Castro, a elaboração de uma nova lei de investimentos estrangeiros é um "fator de singular importância para dinamizar o desenvolvimento econômico e social do país". Na semana passada, Cuba suspendeu a proibição para a livre importação e comércio de carros novos do exterior, que estava em vigor na ilha desde 1959.
CA/dpa/rtr/afp
DW.DE
Um pouco de história:
CULTURA
Projeto disponiliza na internet filmes históricos sobre Primeira Guerra
Coordenado pelo Instituto Alemão de Cinema, "European Film Gateway 1914" marca centenário do início do conflito. Iniciativa tem participação de 26 parceiros de 15 países e digitalizou mais de 650 horas de material.
Para marcar o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, o projeto europeu "European Film Gateway 1914", coordenado pelo Instituto Alemão de Cinema (DIF, sigla em alemão) digitalizou desde fevereiro de 2012 mais de 650 horas de filmes históricos sobre a Primeira Guerra Mundial e disponibilizou o material gratuitamente na internet.
"É um projeto memorialístico europeu sem precedentes e de imensa importância para pesquisas científicas e jornalísticas", afirmou Claudia Dillmann, diretora do DIF, em entrevista à agência de notícias alemã EPD.
A iniciativa conta, segundo Dillmann, com a cooperação de 26 parceiros de 15 países e já digitalizou quase 1.500 cinejornais, documentários, animações e filmes de longa-metragem, além de 5.600 documentos relacionados a produções cinematográficas sobre a Primeira Guerra.
Apoio do governo alemão e da UE
Até fevereiro de 2014, deverão ser acrescentados outros mil títulos. De acordo com estimativas, foram preservados apenas cerca de 20% dos filmes produzidos na Europa entre 1914 e 1918.
O empreendimento conta com o apoio do governo federal alemão, assim como do governo do estado alemão de Hessen. O "European Film Gateway 1914" é cofinanciado pela União Europeia, que contribui com 2,1 milhões de euros.
Os filmes podem ser vistos no site www.europeanfilmgateway.eu. O portal, especializado na divulgação digital de documentos ligados à história do cinema, também tem uma versão em português.
DW.DE
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